quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Podes Voar"

Se tens mesmo asas só voarás,
Só voarás se tentares...
Tens que abri-las e tentar,
Se caíres podes-te magoar...

Tu consegues se acreditares
Obstáculos vêm e vão...
Só consegues se te desviares,
Obstáculos virão e obstáculos irão...

Tu podes voar!
Estejas triste ou animado,
Põe a razão de lado,
E podes imaginar...
Tudo aquilo, que quiseres, imaginar...

Vale a pena tentar...
Pode a queda magoar,
Ou o voo levar-te onde queres ir...

"Beijo"

Segura-me nesta mão,
Porque a outra está ocupada...
A outra guarda o teu coração...

Beija-me enquanto tens os lábios molhados,
Diz que me amas sem desprezo,
Foge dos meus actos amaldiçoados,
Indica-me o correto dos caminhos...

Tantos caminhos diferentes,
Qual o mesmo que o teu?
O meu cavalo morreu,
Por isso vou demorar...

Caminharei e lá chegarei...
Só tens que me beijar,
Para que possa indicar,
O tanto que ainda gosto de ti...

Esse momento ficará para a eternidade,
Será um choque de lábios verdadeiros...
Beija-me! Beija-me de verdade!
Não te acanhes, será para a eternidade!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Ness"

Ness vivia triste com o passado,
Vivia na pobreza e sabia que nem quando morresse,
Teria campa para que seu corpo fosse sepultado...
Triste vida essa de Ness...

Dormia ao frio e caminhava ao calor,
Espancada pelos bêbados das ruas...
Deixada á margem da dor,
Pelos caminhantes das mesmas ruas...

Ainda não chegara aos vinte anos,
E já sofria por uma vida inteira...
Pobre Ness que já quase só bebia,
Lágrimas da sua pobre choradeira...


Até que um dia enlouqueceu,
E decidiu pôr fim ao seu sofrimento...
Entrou num cemitério e nunca mais saiu...

Ajoelhou-se numa campa de cimento,
E perfurou o peito com um punhal enferrujado...
Só para que acabasse o sofrimento.
Morte triste essa de Ness...

O sangue cobriu grande parte do piso,
E piso esse onde estavam também sepultados,
Corpos que com quem Ness já tinha sofrido...
Morria assim juntamente com todos outros humanos...

"Anzol"

Não me lembro do sol,
Nem da cor da lua...
Porque o teu coração,
É o meu anzol...

Magoa-me na garganta,
Só porque me precipitei...
Estou preso, porque, pensei...
Foi no apetitoso isco que me engasguei...

Ficarei para sempre a curar estas feridas...
Prefiro isso do que viver sem ti...
Magoa-me mais estar sem ti...
Mágoas acidentais que no fundo são queridas...

Não me lembro do sol...
A lua ainda vejo de vez em quando...
Estou preso no teu anzol,
E lentamente vou apodrecendo...



domingo, 13 de novembro de 2011

"Leva-me Contigo pt II"

Nunca te incomodaria,
Nunca te prometeria,
Nunca te abandonaria...

Tens razão agora,
Quando cumprimentas quem te adora,
E não a mim, a mim não...
 Tu tens razão...

Estava louco quando te deixei,
Agi impulsivamente e não pensei...
Tens razão e não tens culpa,
Desculpa-me se te magoei...

Fiz porcaria e agora para onde vou quando morrer?
Vou para o Cèu? Não me está a parecer...
Vou-me afogar em fogo escaldante,
Esperando que me tua simpatia me perdoe...

Espera por mim quando fores,
Não vás sem mim quando fores...
Não leves dores quando partires...
Por tudo aquilo que pensava ser tudo,
Não era nada, não era o que pensava ser tudo...

Pensamentos confusos tem-me a espiar,
Pensamentos tão confusos deixam-me louco...
E tudo que me deixaste não é nem tão pouco...
Deduções essas que deixam-me a rodopiar...

Quero que me leves contigo...
Não estou a implorar e pedir,
Estou a gritar!
"Leva-me contigo!"

Paralelamente àqueles que nos deixam,
Estão aqueles que nos levam...
Perpendicularmente àqueles que nos prejudicam,
Estão aqueles que nos beneficiam...



"Sabes?"

Se pensas que um beijo,
Só se dá nos lábios, estás enganada...
Porque sempre que te vejo,
É para mim, um beijo...

Se pensas que tocar é só com a mão,
Estás enganada também...
Sempre que te vejo toco-te com o coração,
Sabes? Sabe-me mesmo bem...

E se pensas que te desejo,
Estás enganada mais novamente...
Primeiro quero um beijo,
Depois é que vem o desejo ardente.

Já nem sei o que fazer comigo mesmo,
Já nem sei o que digo da boca para fora,
Se me falas a minha cara cora...
Já nem sei o que fazer comigo mesmo...

Não tenho culpa do que sinto,
Quando consumo a tua substância,
Que me embebeda como absinto...
Essa tua doce substância... Sabes?

sábado, 12 de novembro de 2011

"B De Beatriz"

Ninguém sabe o que se esconde,
Por detrás dessa cara perfeita,
Que está assim tão longe,
Da minha sorte já feita...

Tento elogiar-te...
Penso em como conquistar-te...
Mas no fim acabo por me rir,
Quando me lembro que é tão inútil lutar, como desistir...

Passo horas e horas a pensar,
Como parar de te amar...
Mas não dá, quero continuar a olhar dessa maneira,
Achando-te única e perfeita...

Mas... O teu coração está noutro lado...
Já tem um dono que o guarda, e bem guardado...
E isso deixa-me congelado...

Dizem que sonhar é para os caloiros,
Não quero saber que assim o seja,
Os meus são verdadeiros...
Tal como neles, és tu quem me beija...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Camuflagem"

Não posso destruir aquilo que não está lá...
O amor para mim é uma jaula,
E nem a camuflagem ajuda...
Daí a infelicidade nascerá...

Observei todas as marés...
Uma a uma esperei...
Agora sei quem és,
És a rainha da qual tento ser o rei...

Dava muita coisa para te cativar,
Não posso. Estou enjaulado...
Solta-me para que te possa beijar,
E olha para mim camuflado...

O que me rodeia torna-me obscuro...
O que me prende é um muro...
Arrancaste suspiros de mim,
E nada pedi para que fosse assim...

Poupa a tua respiração,
Talvez um dia percebas a verdade,
O meu coração...
O meu coração é teu sem vaidade!

Há tanto tempo que te quero ter,
E tu não queres saber.
Pergunto eu se vale a pena,
Esperar para continuar a sofrer.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Princesa Da Fortuna"

Não és feliz,
Nem serás com aquilo que terás...
Não és feliz,
Nunca o serás...

Foges de mim que só te quero bem,
Insistes em viver nessa espelunca espiritual,
Insistes em insistir, por pensares ser original...
Eu, quero-te mais que ninguém...

Não percebes o que te destinaram a ser...
Minha Princesa da Fortuna,
Tenho tanto medo de te perder...
Safa-te, pede-me ajuda...

O problema é que estás desesperada,
E eu quero-te ajudar, mas não sei se posso,
Sou apenas um rapaz que gosta de blues e manteiga salgada...

Princesa da Fortuna, Princesa da Beleza...
Queima-me esse teu cabelo louro...
Ofusca-me esse teu sorriso d´ouro...
Vem cá, deixa-me ajudar-te na tristeza...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"Mary Anne, Parte I"

Conheço uma história antiga,
Duma menina mendiga,
Que também outras pessoas conhecem...
Embora o fim, todas elas desconheçam...

Tinha-se perdido da família quando era menina,
E ninguém a procurou desde então...
Perdeu-se no frio da neblina,
E agora a única coisa que a mantêm quentinha,
É o seu coração...         

Mary Anne era o nome que lhe tinham baptizado,
E também a única coisa que se lembrava desde pequena...
Longe da realidade, não acena,
Mantém seu carácter abençoado

Era uma mendiga vestida como um palhaço,
Que pedia esmola num beco escuro...
Num dia chuvoso parou lá um ricaço,
Atirando a sua moeda mais pequena com um sorriso...

Mary Anne debruçou-se e agradeceu o gesto,
"Abençoado seja você,
Ajudando-me na minha mercê"




Voltarão a encontrar-se mais tarde, e Mary Anne sabe,
E quem lembra não se esquece...
A vingança pura é atempada,
E com tal não se sentia apressada...



domingo, 30 de outubro de 2011

"Drama"

É engraçado caminhar milhas,
E não sair do sitio...
Tem piada procurar em razões vazias,
A causa de tanto nosso vicio...

É um drama que não dá para explicar,
O amor ser um fantasma sem vontade...
"Sai daqui!" Não quero gritar...
Não há nada aqui para puderes contar...

Longe da vista, longe do coração,
O pensamento é para os fracos...
E o milésimo de segundo que seja, de indecisão,
Leva a pensar nos princípios básicos...

Não sei o ponto de encontro desta história...
Talvez nem haja nenhum, nem sei o que traria...
Talvez esteja na parte de trás da minha cabeça,
Espero que isso não aborreça...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"Andas Desaparecido..."

"Tu andas desaparecido..."
Não ando nada, passo é despercebido,
Não costumo ser ouvido...
Não é que queira mas passo despercebido...

Infelizmente, é essa a minha sina...
Mendigar espiritualmente em qualquer esquina...
Não posso escolher mudar a imagem que tenho,
De parecer ser uma criatura mesquinha...

Todos vêem e concordam,
Que não nasci para ser ajudado...

Talvez deixem de ver e se enganem,
Naquilo que me fizeram culpado!

Sou uma sombra na escuridão,
Não estou lá, mas caminho por lá...
Sou uma alma penada do amanhã,
Passeando nas ruas da solidão...

"Andas desaparecido..."
Ora essa ando nada,
Não me vês porque passo despercebido...

sábado, 22 de outubro de 2011

"Falas Com Um Fantasma"

Só podes estar louca...
Falas sozinha como que com um fantasma,
Só podes estar mesmo louca...

Pareces receosa e hipnotizada,
Que te disse ele rapariga?
Pareces impura e literalmente partida,
não sorris e quando o fazes, pareces abatida...

Quem é esse fantasma,
Com quem estás sempre a falar?
Nota-se que não és a mesma...
Fantasmas não existem por isso,
Pára de mudar!

Tuas palavras passaram a ser vagas,
Absolvição pareces procurar...
Tuas palavras parecem embriagadas,
Mas não é um morto que te vai ajudar...

Deixa o Passado,
Porque a única coisa que te traz são jaulas...
Memórias que são jaulas invioláveis...
Deixa o Passado, por favor...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Talvez Definitivamente"

Negas-me ultimamente...
Talvez definitivamente...
Não há palavra certa no português,
Que me despreze tanto como o "talvez"

Ainda para mais definitivamente,
Para lá do oposto e do cativante...
Fazes-me triste... Pões-me feliz,
Tal como um piano toca infeliz...

Por vezes penso que sou o número um...
Definitivamente convences-me que sou apenas comum...
Um anjo na constelação auspiciosa,
Que apenas se avista da "Colina Silenciosa"

Sonhos e realidades,
Talvez e definitivamente...
Do amor são feitas curiosidades,
A quem a paixão não mente...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"O Caderno de Capa Preta"

O caderno de capa preta, diz o teu nome...
Apenas eu não o consigo dizer,
Não sei porquê o tanto temer...
"Talvez e só" não te queira perder.

Insisto em repetir;
"Adoro o teu sorriso"
"Adoro ver te olhar para mim".

Não sabes mas gosto de ti,
Demorei a descobrir mas descobri...
Mas não te consigo contar,
Prefiro esperar...

Minhas palavras para ti, são escassas...
Vai ao caderno de capa preta, diz o teu nome...
Conseguirás perceber sem ver através das minhas escamas.
Desculpa-me por não dizer o teu nome.

A segunda letra do abecedário,
É amiga da primeira da "Ilha"...
E a primeira letra do abecedário,
Dá as mãos à primeira da palavra "Temporário"
Por um triz...

"Dor Eterna II"

A minha maior dor,
Vai ser ver-te ir,
Sem poder evitar;
Sem te poder tocar...
Sem te poder beijar,
Não te poder sentir.

Ter de te largar,
Sentir também a tua dor,
Perder o teu amor,
Notar que deixas de me amar...

Ter de te abandonar;
Ter de te esquecer,
Ter de te perder...
Sem ninguém para ajudar.

Ter de sem ti viver,
Ter de continuar,
E ver-te passar;
Para apenas me lembrar:
Que só poderei sonhar...
Imaginar... Presenciar...

Ver-te ignorar,
Não ouvir-te chorar,
Não poder teu coração alimentar.
Não poder ver-te chegar,

E nem sequer poder-me apaixonar.,
Só porque tudo vai acabar...
Contudo prometo que me vou recordar:
Desistir de lutar, mas continuar a gostar...

"Jardim De Pedra"

Todos os feitos heróicos,
São todos os feitos históricos...
Que eu não fiz...
Talvez precise disso para ser feliz...
Apenas quero paz e amor,
Aqui no meu pequeno cantinho.

Preciso daquele sabor inesquecivel
Daquela dor imprescindível...
Que alimenta o meu ser,
Que me dá vontade de viver.

Facilmente impressionável,
Dificilmente incontrolável,
Preciso daquela chance impreterível,
Daquela ação impraticável;
Que faz a vida valer a pena...

Qualidade de vida incalculável,
Onde neste pequeno mundo inabalável,
O meu sentimento de ódio é
Inalterável!

Não faço isto por um lugar no pódio,
Pois toda esta paciência,
Faz parte do peso da minha consciência...

Amo mas não quero,
Dou mas não espero...
O que sou? Um incauto...
O que sou? Um ninguém,
Que espera por alguém,
Que luta pelo bem entre o mal...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Mundos"

O que eu quero,
É um amigo...
Eu não sou de ferro,
Sozinho não dá, não consigo!

Neste meu pequeno mundo,
Eu não existo...
Estou enterrado até ao fundo,
Porque sei que não resisto...

Tenho falta de concentração,
Bem lá no fundo do meu coração
Eu até nem tenho razão;
Nem compreendo tal distorção...

Tenho que ser forte,
Tenho que ter calma,
Aqui não há sorte,
Até porque tenho o mundo na alma...

A sonhar...
De olhos abertos...
Nas paragens...
Nos desertos...

Lealdade,
Paz, amor e saudade...

" O Medo"

O meu maior medo,
É morrer lentamente,
Não morrer cedo...
Mas sim uma morte decadente...
Quero ser fluorescente.

Assim não tenho que cair no esquecimento da memória,
Dessas pessoas que eu amo.
Quero ter a minha glória.
Ser lembrado nas páginas desta história.
É aquilo a que eu chamo:
Fim com fim,
Onde nem tudo tem que ser assim;

Deixo cair uma lágrima,
Que do pescoço me cai para escorregar pelo peito...
Corta-me a pele como uma lâmina,
Á medida que vai passando pelo corpo,
Até que encontra um torto...
Pinga o chão...

Apenas gostava que recordassem,
Que eu existi!
Que não me mergulhassem
Na sopa do passado...
E muito menos no caldo do futuro...

"Pensamentos e Decisões"

Triste não é mudar de ideias,
Triste é não ter ideias para mudar...
Ao tomar uma decisão errada,
Para a ter, temos uma decisão acertada...
É aquilo que costuma-mos chamar de coragem;
E aquilo que muitos acham ser miragem...

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Perguntas não se procuram, encontram-se...
Respostas não se encontram, procuram-se...

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"Exílio"

Causas problemas e mais confusões,
Nasceste na escuridão,
Que destino mais cruel....
Vais fugir;
Vais viver...
Mas não esquecemos,
Que como tu não há,
Pois tu és um de nós;
Mas não fazes parte do nosso reino...

Nasceste na escuridão;
Viveste na solidão;
Não te vais esclarecer,
Nem poderás morrer...
Apenas poderás viver!
Vais viver!
Como outros tais,
Sozinho não cais...
Exilado e separado,
Esquecido e recordado...
Que destino mais cruel.

"Dor Eterna"

Doí saber,
Que não te vou ver sorrir...
Que não te vou ter...
Que a tua voz não vou ouvir...
Que "amo-te" não poderei dizer...
Que não te vou poder abraçar...
Que teu gosto não vou mais provar...
Que teu corpo não vou mais engomar...
Que a ti não me vou mais juntar...
Que filhos não vamos criar...
Doí acreditar,
Que comigo não vais estar...
Que por ti não vou mais chamar...
Que não te vou mais ligar...
Que teu amor não vou sugar...
Que por ti não terei mais de me esforçar...
Que terei de descansar...
Que os meus segredos não te vou contar...
Que em ti não vou mais confiar...
Que as tuas raízes em mim vais cortar...
Que nossas almas se vão separar...
Que outro coração te vai capturar...
Que para mim não mais vais cantar...
Que meu caminho não vais iluminar...

Mas vamos estar sempre em união,
Uma união permanente...
Tanto no poderoso coração,
Como na poderosa mente...

domingo, 16 de outubro de 2011

"Cego Disparando Para o Mundo"

Não consegues ler o meu pensamento,
És um jumento...
Querias tu acabar com a minha raça,
Espera, vou dar-te uma taça...

Falhaste, aqui estou eu!
Foi ela, não eu quem te enterrou,
Mostra respeito por quem não morreu.
Foi ela, não tu quem procurou...

Estás situado entre o ódio e a serenidade,
Espera um pouco...
Não vês que sou um rapaz louco?
Situado no ponto mais baixo da "humanidade".

Mas não consegues perceber.
És limitado demais para conseguir ver,
Aquilo que está diante dos teus olhos cegos,
As palavras que apenas mudos,
Conseguem pensar e dizer...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

" A Primeira Pedra do Sol"

Mudaste a minha vida,
Mas eu não queria!
Estava bem, estava em paz sem te conhecer,
Agora és o meu tormento, não te consigo esquecer...

Não te culpo. Até gosto de ti na memória.
Pelo menos lá não me magoas...
Não passa de uma história,
Que conto a mim mesmo.

Fazes-me sair fora dos carris,
Com a perfeição com que sorris...
E eu, parvo dos parvos, gosto de ti,
 E perdi o amor á vida por ti.

Mudaste a minha vida!
Mas não era isso que eu queria!
Queria que fizesses parte dela,
Eu sapato e tu, Cinderela.

Já me habituei a esta vida solitária,
Deixei de sofrer em vão,
Mas dizer que me arruinaste, não.

"Ser Humano"

Lutamos como cães...
Desrespeitamos as nossas mães...
Roubamos uns aos outros...
Vamos morrendo aos poucos...

Afinal o que é um ser humano?
Um ser vivo racional,
Ou um vulcão emocional?
Afinal de contas, o que é um humano?

Temo a resposta fútil,
que dizem ser útil, para nada!
Algum ama, algum dá uma facada...

O ser humano,
É um ser muito estranho...
Luta pelo topo da cadeia social,
para se sentir alguém especial...

Constroem estradas, de horror...
Exploram o que está mais que explorado...
Constroem cidades, de terror...
Matam o que não devia estar morto...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Vida Castanha"

Tenho que me humilhar,
Perante fotografias de parentes,
E sujar as paredes,
Só para chegar, ao prazer...Temporário...

Enchem-me os olhos com areia,
Trocam uma sereia com uma baleia,
E obrigam-me a aceitar,
Sem piar...

Para escapar atravesso o vazio,
Que existe entre a luz e o sombrio...
Onde reina a escuridão,
Onde o Sol escalda o chão!

Falo de dias e noites seguidas,
A caminhar sem objetivos definidos...
À procura de onde estive...
E falo mesmo de dias e noites seguidas.

"O Burro de Carga"



Estou perdido...
Estou todo partido...
O mal não tem fim...
É sempre assim...

Os outros não sofrem com nada,
Passam ao lado, fortes demais para desabar...
Eu acarreto mais do que devia poder,
Sou o burro de carga...

Pesa tanto o mundo aqui nos meus braços,
Eu tento segurar, mas vai caindo aos pedaços,
É esta a minha farda, ser burro de carga...

Não sei se me aguentarei muito mais tempo,
Ainda para mais de olhos tapados não sei onde vou...
É assim a minha sorte...
Viver frigidamente sem morte!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Algo Que Não Consigo Pronunciar"

Queres seguir sozinha,
Ninguém te consegue prender...
Mas vais-te arrepender,
Não chegarás longe sozinha!

Onde pensas que vais?
Daqui não sais...
E o segredo é a remissão,
Dos pecados do teu coração!

Não és assim tão perfeita,
Para seres considerada perfeita!
Estás presa aqui para sempre,
E eu sou uma pessoa doente!

Já não sei o que escrevo nem o que digo,
O meu cérebro vai sendo lentamente comido...
Contudo pode ser que alguém perceba,
O significado daquilo que não tem sentido...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"O Que o Rio Me Deu"

Um belo reflexo teu,
Foi o que a água do rio me deu...
Nunca poderei deixar o passado para trás...

Estou completamente amarrado a ti,
Completamente viciado em ti,
Tentei mas não fugi...
E agora tudo que escrevo, é para ti...

Sinceramente não sei porque o faço,
Tu não lês, tu não vês...
Só sei que o tempo é escasso,
E que há muito que não te vejo...

Por isso que vou beber ao rio, para te ver,
Já que não me apareces á frente,
Algo tenho que fazer...
Para te refrescar na minha mente...

Talvez um dia não vá ao rio mas sim a uma cascata,
Talvez apareças na beleza duma cascata...
A mais bela das cascatas, perfeita à tua imagem,
E talvez ai dês conta de quem... Quem sou...

"Tudo Breve"

Vivo! Estou vivo!
Mas sinto-me tão pesado,
Nos teus braços...
Perpétuos...

Não me sinto bem de todo,
Sinto-me pesado e tonto...
Deixaste-me drogado,
Perdido, confuso e ainda mais... Perdido.

Morto! Estou morto!
Estou drogado?
Ou é mesmo o mundo que está torto?

Gosto de ti de verdade,
E tenho desenvolvido maturidade,
Suficiente para saber que não voltarás...
Mas não me importo nada com isso...

Nadinha mesmo! Eu gosto de gostar de ti...
Estás bem aqui... No cofre...
Continua a tua vida de sorte,
Que estarei aqui se caíres. Eu aparo a queda...

domingo, 9 de outubro de 2011

"Teu clima"

O clima nas montanhas é variável.
Tal e qual as tuas falas para mim,
São variáveis e inconstantes.

Quando gosto do que dizes,
"Hora mágica"!
Vale a pena cada minuto em que me perdes,
Com a tua estática, serena....

Mas quando não gosto do que dizes,
Todos segundos são eternidades...
E essas "bestas",
Assombram e vivem das cinzas....

Enfim, por vezes sinto-me alto,
Outras vezes sinto-me mais baixo.
Não sei porque és assim,
Com falas variáveis e inconstantes para mim.

Só vens nos momentos de menor inspiração,
Quando não sei o que mais dizer...
Mas talvez tenhas razão,
Sou eu quem tem de te merecer...

"Onde está Lúcia?"

Onde está a Lúcia?
A Lúcia está no céu com demónios...
Ela enlouqueceu,
E agora quem sou eu?

Acordou muito cedo,
Desesperou muito tarde...
O raciocínio ficou cego,

Morreu amaldiçoada pela atrocidade do amor,
Morreu vazia como uma caixa,
Vazia por sugarem todo o calor,
Que corria nas veias de Lúcia...

Onde está a Lúcia?
Está no céu com demónios...
Dorme numa nuvem pálida,
Uma alma sem planos,
Que tende a chorar em escassez de vitória!

Bebe chá sozinha...
Pobre, pobre Lúcia...
Alimentada pela cinza,
Do amor que nunca teve.

Descansa em paz Lúcia,
Alma doente onde estás tu?
Sonha com o que nunca tiveste,
Procura aquilo que tanto te sorria,
E que depois de morta, te reluzia...

"Aqui estás Tu..."

Aqui estás tu neste campo verdejante,
Reluzindo o Sol escaldante,
Com teus loiros cabelos sinuosos...

Danças ao vento com toda classe,
Que fazes qualquer homem desejar-te...
Mas indiferente a toda essa classe,
Tudo que só e realmente quero, é tocar-te...

Aqui estás tu, loira do meu coração...
Desfilando sem noção,
Sem noção de tudo aquilo que me fazes querer,
Com esse olhar azul mais perfeito que o mar.

Cabelos sinuosos loiros e elegantes,
Sobressaindo dos prados verdejantes...
Gosto do aspecto disso...
Mas a porcaria do enguiço,
Faz de nós dois, opostos caminhantes!

Aqui estou eu, ainda à espera,
Mas vale a pena?
Achas? Não sei não!
Mas enquanto não decido,
Podes ficar com o meu coração...

sábado, 8 de outubro de 2011

"Ponto de Interrogação"

Lembras-te da promessa que fizeste?
"Não me irei embora..."
Foi isso que me disseste.

Mas foste, e agora o presente
Vai encolhendo e encolhendo,
Sem ti fica diferente...
Fica insipidamente... Vazio...

Não é a solidão que me assusta...
O que me assusta é não saber onde estás,
Imaginar-te frágil e perdida
Num mundo paralelo à tua imagem divina...

 Voltarás a este rapaz que te deseja,
Pelo que és... E por muito improvável que te pareça,
Nunca deixei de te procurar!
Mas tu estás, num lugar,
onde eu, não consigo... Chegar...

Anda, caminha até mim...
Podes vir devagar que sabes que eu espero...
E quem quer que sejas mesmo,
Sem ti, o que seria de mim?




"Diálogo"

Que posso mais dizer?
Não sei, conta-me algo qualquer...
O quê? Que sou uma pessoa triste pelo passado?
Conta o que achares que não seja demasiado pesado...

Pois, pesado não posso dizer que é...
Nota-se, os teus olhos transbordam fé,
pode-se dizer que és esperançoso...
Cala-te! Não faças disso embaraçoso!

Só tento dizer que vives atormentado
por algo tão lírico como o "passado"!
Não se trata do passado, isto é definitivamente,
algo que nenhum de nós pode saber o significado...

É algo grande demais para nós,
não é apenas uma visão ou uma voz,
é algo inexplicável...
Algo maçador e atroz...

Sabes, tentar esquecer,
esquecendo...
É como tentar morrer,
vivendo...

Falas bem, mas mesmo assim não percebes,
aquilo que pensas ser simples...
Não tens capacidades!
E tudo o que queres... É simples...

Isso, goza-me dessa maneira,
Um dia terás a tua porção...
Chora numa clareira...e...
Implora pelo teu coração!

"O diálogo terminou...
O silêncio foi quem perdurou...
E a companhia abandonou,´
Aquele sítio repleto de memórias tristes...
"

"Vila Serena"

Continuo a minha caminhada solitário,
Em busca da Vila Serena...
Dizem que lá existe paz
E brisa amena...

Fujo da bruma para encontrar essa vila...
Onde dizem que viver,
É o maior prazer!

Lá não existem raparigas venenosas,
Mas sim mulheres carinhosas...
Com rostos dignos de anjos
Que enchem nosso coração com palavras amistosas....

No rio, sereias dão de beber,
Água pura e cristalina,
Que purifica nossa alma maligna...
Para que com prazer;
Possamos viver.

É por isso que procuro a Vila Serena,
Para respirar a sua brisa amena...
Onde existe paz verdadeira...


O dono é o Amor casado com a Verdade!
Mas existe alguém que insiste em assombrar a entrada da vila,
Uma loira linda chamada Vaidade...
Que se beijada, nunca mais poderemos entrar nessa vila....


"Talvez Tenha Sido Por Acaso"

Talvez... Talvez tenha sido por acaso...
Aquilo que seriamente me delirou em certezas,
Que talvez não tenha dado aso
Para surpresas, remotas surpresas...

Estou preso numa outra dimensão,
Onde tudo que me rodeia é ignorância.
Mas "eles" são a razão,
Para que isto não passe de ignorância.

Talvez... Talvez tenha sido por acaso,
Esta dor que me trouxeram,
Depois de ter sido humilhado!

Já não sei aquilo que digo,
Terceiros olham de lado,
Começaram a fazer isso muito cedo.
Talvez... Talvez tenha sido por acaso...

Fugir para longe não foi opção...
Donos da razão, "eles" são,
Ignorantes, ignorantes, ignorantes
De uma terra que a mim, fica bem distante!

Já não tenho nada, nem nada há,
Puseram-me bem de lado,
E agora tudo que tenho, vem amanhã...
Amanhã todos dias nunca vem!
Mas enfim, talvez tenha sido por acaso...

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Amor é Droga"




Droga é amor,
Uma vez dentro do amor,
só há duas opções:
Ficar enterrado nela;
Ou, viver enterrado nela...

Usa-nos, entra-nos na mente,
Deixa o cérebro fraco e doente,
E faz... Faz-nos sentir bem...
E a par de quem,
não está o nosso espírito ciente.

Sendo assim, o futuro foge
Diante do quê não escolhe...
Foge, corre sem olhar para trás,
e onde ficamos?
A perseguir aquilo que nos foge?

O amor é droga. É psicológico.
Faz sentir bem e mina aos poucos,
Ficamos presos num bem estar psicológico,
Onde andam burros e cegos...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Adolescência"

A vida tenta complicar-se,
E o estado de espírito não gosta...
A compreensão não dá á costa,
E o estado de espírito não gosta.

Problemas inesperados surgem,
Maturidade faz-nos encontrar,
Aqueles que nos rodeiam e ajudam...
Mas o estado de espírito continua a;
Não gostar...

Nenhum olho nos vê quando necessitamos,
Então tudo aquilo que temos,
É tudo aquilo que largamos...
Só para afugentar os medos!

Não faz sentido o que se percebe,
Mas o significado não está nesse sentido...
E sentido esse que enaltece,
O fato de perder o mais temido!

Tudo que vem não foge,
Mas tudo que fugiu esteve aqui connosco...
E o que queremos não foge...
Mas somente porque nem está connosco...

"Senhora do Vestido Castanho"

Namorada da minha vida,
Fazes-me por vezes ficar sem rotina,
Deixas-me tonto e minas esta minha vida...

Sempre a desfilar nas minhas mãos
Com esse vestido bem castanho...
Digo para ti que nada é em vão,
Quando estás do meu lado...

Não falas muito mas curiosamente,
Dás-me a vontade de falar incessantemente...
És pequena comparada a mim,
Talvez seja por isso que me atrais loucamente...

É simples envelhecer,
Contigo em mim,
O tempo passa a correr.
E nada diz que tem que ser assim.
Mas contigo, não quero saber...

Confesso que graças ao nosso entrosamento,
Perdi o jeito a escrever poesia...
Mas que se lixe o tempo,
Porque contigo tudo é arredondado de magia!

"Mulher-Serpente"

Ninguém disse que íamos seguir sempre...
Não passei ao lado desesperadamente.
Estou indeciso na palavra certa,
Até porque estás sozinha e foste descoberta.

Disseste muita porcaria pela boca fora,
Mas parece que era viciada no teu abuso,
Agora estás sozinha, como uma cobra...
Rastejante em busca de algo absurdo.

No teu íntimo, sabes que não conseguirás fugir...
Tens medo de ti própria,
Para sempre irás rastejar e no chão dormir,
Ansiando pelo fim da tua vida de porcaria...

Eras um diamante numa mina,
Agora és o que disserem que és...
Percorres mundos escuros sozinha,
Em busca de todas as tuas "fés".

No teu íntimo, sabes qual vai ser o teu fim,
Sozinha, triste e assustada...
Acabarás abandonada... Deixaram-te assim...
Num canto abandonada...

Só sobreviverás se conseguires viver,
De todas as lágrimas que de ti vão escorrer,
Conseguirás tu, mulher-serpente?
Quebrarás a maldita corrente,
Que te prende ao passado embaraçador?

Essas respostas nunca saberei,
Pensas que vais falhar...
Mas sabes que não consegues escapar...
Nunca saberei nada do que se vai passar.

Rasteja pelo chão,
Enquanto procuras o coração,
Daquele que chora por ti,
Desesperando e chamando por ti...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Paixão Incrédula"


É triste amar alguém
Sem a poder ver…
Mas é mais triste amar alguém
Sem sequer saber…

Parece impossível mas não é,
O tempo passa e esquecemos
Mas não passa ao lado quando a vemos…
Afinal de contas é o que é…

Lembranças vão longe
Do coração que parecia não existir.
Sem poder sorrir,
Preso nas memórias de monge.

Porquê amar sem saber,
Porquê amar sem conhecer?
Se tudo que vejo está distante
E o que quero está hesitante…

O amor é uma jaula
Onde quem está não pode fugir…
E não é qualquer detalhe
Que decide qual o caminho a seguir…

"A Bruma"


Vais sofrer,
Não desaparecer...
Por entre bruma caminharás,
Tal como entre bruma desvanecerás...
Desejas morrer,
Amaldiçoado terás de viver…
Entre bruma viverás,
Invisível permanecerás…
 
Queres fugir,
Mas não podes correr…
Queres sorrir,
Mas temes não conseguir…
 
Queres amar,
Mas não consegues perceber…
Tentas olhar,
A bruma é espessa demais para se ver…
 
A maldição acompanha-te,
Terás de continuar…
Não podes parar,
Ela acompanha-te…
 
Não foges da bruma,
Não consegues…
Nem de maneira alguma,
Te esqueces…
 
Na bruma viverás,
Quererás sorrir mas não conseguirás…
Na bruma permanecerás,
E ate morrer não sairás…