quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Anzol"

Não me lembro do sol,
Nem da cor da lua...
Porque o teu coração,
É o meu anzol...

Magoa-me na garganta,
Só porque me precipitei...
Estou preso, porque, pensei...
Foi no apetitoso isco que me engasguei...

Ficarei para sempre a curar estas feridas...
Prefiro isso do que viver sem ti...
Magoa-me mais estar sem ti...
Mágoas acidentais que no fundo são queridas...

Não me lembro do sol...
A lua ainda vejo de vez em quando...
Estou preso no teu anzol,
E lentamente vou apodrecendo...



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