quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Mulher-Serpente"

Ninguém disse que íamos seguir sempre...
Não passei ao lado desesperadamente.
Estou indeciso na palavra certa,
Até porque estás sozinha e foste descoberta.

Disseste muita porcaria pela boca fora,
Mas parece que era viciada no teu abuso,
Agora estás sozinha, como uma cobra...
Rastejante em busca de algo absurdo.

No teu íntimo, sabes que não conseguirás fugir...
Tens medo de ti própria,
Para sempre irás rastejar e no chão dormir,
Ansiando pelo fim da tua vida de porcaria...

Eras um diamante numa mina,
Agora és o que disserem que és...
Percorres mundos escuros sozinha,
Em busca de todas as tuas "fés".

No teu íntimo, sabes qual vai ser o teu fim,
Sozinha, triste e assustada...
Acabarás abandonada... Deixaram-te assim...
Num canto abandonada...

Só sobreviverás se conseguires viver,
De todas as lágrimas que de ti vão escorrer,
Conseguirás tu, mulher-serpente?
Quebrarás a maldita corrente,
Que te prende ao passado embaraçador?

Essas respostas nunca saberei,
Pensas que vais falhar...
Mas sabes que não consegues escapar...
Nunca saberei nada do que se vai passar.

Rasteja pelo chão,
Enquanto procuras o coração,
Daquele que chora por ti,
Desesperando e chamando por ti...

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