quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Adolescência"

A vida tenta complicar-se,
E o estado de espírito não gosta...
A compreensão não dá á costa,
E o estado de espírito não gosta.

Problemas inesperados surgem,
Maturidade faz-nos encontrar,
Aqueles que nos rodeiam e ajudam...
Mas o estado de espírito continua a;
Não gostar...

Nenhum olho nos vê quando necessitamos,
Então tudo aquilo que temos,
É tudo aquilo que largamos...
Só para afugentar os medos!

Não faz sentido o que se percebe,
Mas o significado não está nesse sentido...
E sentido esse que enaltece,
O fato de perder o mais temido!

Tudo que vem não foge,
Mas tudo que fugiu esteve aqui connosco...
E o que queremos não foge...
Mas somente porque nem está connosco...

"Senhora do Vestido Castanho"

Namorada da minha vida,
Fazes-me por vezes ficar sem rotina,
Deixas-me tonto e minas esta minha vida...

Sempre a desfilar nas minhas mãos
Com esse vestido bem castanho...
Digo para ti que nada é em vão,
Quando estás do meu lado...

Não falas muito mas curiosamente,
Dás-me a vontade de falar incessantemente...
És pequena comparada a mim,
Talvez seja por isso que me atrais loucamente...

É simples envelhecer,
Contigo em mim,
O tempo passa a correr.
E nada diz que tem que ser assim.
Mas contigo, não quero saber...

Confesso que graças ao nosso entrosamento,
Perdi o jeito a escrever poesia...
Mas que se lixe o tempo,
Porque contigo tudo é arredondado de magia!

"Mulher-Serpente"

Ninguém disse que íamos seguir sempre...
Não passei ao lado desesperadamente.
Estou indeciso na palavra certa,
Até porque estás sozinha e foste descoberta.

Disseste muita porcaria pela boca fora,
Mas parece que era viciada no teu abuso,
Agora estás sozinha, como uma cobra...
Rastejante em busca de algo absurdo.

No teu íntimo, sabes que não conseguirás fugir...
Tens medo de ti própria,
Para sempre irás rastejar e no chão dormir,
Ansiando pelo fim da tua vida de porcaria...

Eras um diamante numa mina,
Agora és o que disserem que és...
Percorres mundos escuros sozinha,
Em busca de todas as tuas "fés".

No teu íntimo, sabes qual vai ser o teu fim,
Sozinha, triste e assustada...
Acabarás abandonada... Deixaram-te assim...
Num canto abandonada...

Só sobreviverás se conseguires viver,
De todas as lágrimas que de ti vão escorrer,
Conseguirás tu, mulher-serpente?
Quebrarás a maldita corrente,
Que te prende ao passado embaraçador?

Essas respostas nunca saberei,
Pensas que vais falhar...
Mas sabes que não consegues escapar...
Nunca saberei nada do que se vai passar.

Rasteja pelo chão,
Enquanto procuras o coração,
Daquele que chora por ti,
Desesperando e chamando por ti...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Paixão Incrédula"


É triste amar alguém
Sem a poder ver…
Mas é mais triste amar alguém
Sem sequer saber…

Parece impossível mas não é,
O tempo passa e esquecemos
Mas não passa ao lado quando a vemos…
Afinal de contas é o que é…

Lembranças vão longe
Do coração que parecia não existir.
Sem poder sorrir,
Preso nas memórias de monge.

Porquê amar sem saber,
Porquê amar sem conhecer?
Se tudo que vejo está distante
E o que quero está hesitante…

O amor é uma jaula
Onde quem está não pode fugir…
E não é qualquer detalhe
Que decide qual o caminho a seguir…

"A Bruma"


Vais sofrer,
Não desaparecer...
Por entre bruma caminharás,
Tal como entre bruma desvanecerás...
Desejas morrer,
Amaldiçoado terás de viver…
Entre bruma viverás,
Invisível permanecerás…
 
Queres fugir,
Mas não podes correr…
Queres sorrir,
Mas temes não conseguir…
 
Queres amar,
Mas não consegues perceber…
Tentas olhar,
A bruma é espessa demais para se ver…
 
A maldição acompanha-te,
Terás de continuar…
Não podes parar,
Ela acompanha-te…
 
Não foges da bruma,
Não consegues…
Nem de maneira alguma,
Te esqueces…
 
Na bruma viverás,
Quererás sorrir mas não conseguirás…
Na bruma permanecerás,
E ate morrer não sairás…